Discopatias, o que são e que tipos existem…

Discopatias, o que são e que tipos existem…

Em Portugal, existem mais de 60% de casos de hérnia discal, dos quais grande parte chega a ter a necessidade de cirurgia. Torna-se por este motivo, uma grande causa de absentismo e baixa médica.
Cerca de 95% das hérnias discais encontram-se entre L4/L5 e L5/S1, por ser nesta zona onde a coluna vertebral possui maior carga axial.

No entanto, cerca de 66.6% dos casos de hérnia discal podem ser reabsorvidos pelo organismo, nos quais 88% destes casos existe uma redução dos sintomas. Este fenómeno acontece devido ao nosso sistema imunitário que atua através de um processo de fagocitose e catabolismo enzimático. Por esse motivo, muitas vezes após o
primeiro diagnostico ser dado, deve-se ir ao longo do tempo avaliando o estado de progressão dessa discopatia, pois esta pode vir a ser reabsorvida.

A discopatia atravessa três fases até se considerar hérnia discal. A primeira é a fissura, onde o núcleo pulposo começa a romper os anéis discais mais internos, começando assim a sua progressão para fora do centro do anel discal. Numa fase mais avançada desenvolve-se a protusão discal, onde já se começa a identificar uma proeminência no disco. O núcleo já tem uma maior progressão no rompimento dos anéis discais. Finalmente quando se dá o rompimento do último anel discal, forma-se a hérnia discal, que pode posteriormente ser classificada conforme a sua posição.

Cerca de 85% das hérnias discais são classificadas como póstero-laterais, que se consideram as mais problemáticas devido aos seus sintomas de irradiação. Elas situam-se junto aos canais de conjugação (local por onde passam as ramificações nervosas vindas da espinal medula), causando compressão e assim sintomas de dor, enfraquecimento muscular e, por vezes, dormência nas zonas mais distais dos membros inferiores.

 

João Costa – Personal Trainer do Urbanfit Ermesinde 

Dieta Cetogénica e Epilepsiatreinar